70 Ilhas – Viagem ao Arquipélago das Mentawai

“Invado um mar de cores vagas
Avisto ao longe ondas iradas
Um desconhecido na imensidão
Ausentou-se a ira, brotou paixão

No azul do céu, melodias
Cânticos de preces fluidas
Brisas macias me embalam

Vagas suaves me enrolam

Sonhos…”

Nuno Caldeirinha

É já quinta feira a inauguração da minha exposição na Casa Manuel Teixeira Gomes, Rua Júdice Bíker nº1. São 33 fotografias escolhidas de entre milhares tiradas ao longo de 4 anos de aventuras a navegar no Ìndico à procura de ondas, sítios, novo terrtório.

Sinopse:

A rota das especiarias é tema amplamente conhecido por todos nós e a influência de Portugal na Indonésia comprova-se pela existência de 3000 vocábulos de origem portuguesa no léxico da língua oficial deste vasto e longínquo país do Sudeste Asiático.

Mal podiam adivinhar os nossos intrépidos antepassados da era dos descobrimentos que outros não menos ousados patrícios fossem mais tarde demandar às mesmas paragens, não em busca da pimenta, cravinho e noz moscada, mas das ondas destes mares, perfeitas para a prática do surf.

O supra sumo é o arquipelago das Mentawai: 70 ilhas paradisíacas para explorar, fazer surf, desfrutar a beleza das paisagens, sonhar…

Mas não é só o sal do Ìndico que nos fica entranhado na pele. Compartilhar o quotidiano das suas gentes, conhecer as suas várias culturas e etnias, presenciar a riquissima biodiversidade deste local único, explorar alguns recantos mais remotos são experiências inesquecíveis e enriquecedoras.

Não foi por acaso que o naturalista britânico Alfred Russell Wallace escolheu este arquipélago para desenvolver os seus estudos que lhe permitiram antecipar a teoria da evolução das espécies, tese mais tarde apresentada pelo seu colega e conterrâneo Charles Darwin.

A teoria da catástrofe de Toba (lago por onde passei várias vezes), a qual defende que este megavulcão em Samatra provocou o “gargalo” populacional (extinção de todos os homenidios excepto o homem actual), obriga-nos a constatar que este canto do mundo se trata de um sítio verdadeiramente especial.

Estas fotografias pretendem ser uma celebração da vida numa região que devemos respeitar sob todos os aspectos, sem esquecer as nossas obrigações do ponto de vista ambiental, nomeadamente o combate à desflorestação a preservação de espécies como o orangotango vermelho e quem sabe a nossa própria preservação.

Casa Manuel Teixeira Gomes

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